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S. ANTÃO
Superfície: 779 Km2
Ponto Culminante: 1979 m
Pluviometria: Varia entre 50-850 mm/ano, o que corresponde a um volume d'água de 183.787.000 m3, ou seja, uma de184 l/m2. Ao contrário do que se imagina, a média pluviométrica anual coloca a ilha em quinta posição.
Recursos hídricos: As condições são muito favoráveis à infiltração de água da chuva nas zonas de maior altitude, principalmente na região Nordeste onde as chuvas são mais abundantes. As fontes são numerosas e importantes, e existem algumas ribeiras semi-permanentes.
S. VICENTE
Superfície: 227 km2
Ponto Culminante: 774 m
Pluviometria: Varia entrre 40-160 mm/ano, o que corresponde a um volume de água de 22.201.000 m3, ou seja, uma média de 97 l/m2 que a coloca em sétima posição.
Recursos Hídricos: Existem lençóis de água subterrâneos, mas eles são inexploráveis. Algumas bombas eólicas captam a pouca água que corre no subsolo e permitem a irrigação de alguns hectares de terreno.
S. NICOLAU
Superfície: 343 km2
Ponto Culminante:< 1312 m
Pluviometria: Varia entre 100-700 mm/ano. A pluviometria é alta, 700 mm, mas muito irregular, 400-450 mm sobre o relevo da parte oriental e somente 100 mm na costa sul. O total das precipitações corresponde a 66.060.000 m3/ano, ou seja, uma média de 191 I/rn2, o que coloca ilha em quarta posição.
Recursos Hídricos: A água se infiltra em altitude sobre o Monte Gordo e corre no subsolo até o mar. A galeria de Fajã (escavada em 2300 m de comprimento) drena as aguas subterrâneas de um vale fóssiI. (500m3/dia). Existem numerosos furos explorados para o fornecimento de água potável e para a irrigação.
SAL
Superfície: 216 km2
Ponto Culminante: 405 m
Pluviometria: A mais baixa do arquipélago, ela se situa entre 10-60 mm/ano, a que corresponde a 6.539.000 m2, ou seja, somente 30 l/m2.
Recursos Hídricos: Não há nenhuma fonte de água potável. Existem 2 instalações de dessalinização da água do mar.
BOAVISTA
Superfície: 620 km2
Ponto Culminante: 387 m
Pluviometria: De baixa altitude, ela recebe somente fracas precipitações: 10-80 mm/ano em média, com enormes variações de um ano a outro. A ilha situa-se em penúltima posição, próxima à ilha de Sal, com apenas 41 l/m2.
Recursos Hídricos: Os 25.760.000 m3 anuais infiltram-se bem no solo pois as inclinações são suaves, os aluviões são de areia, pelo que existe então um lençol subterrâneo. Este lençol é mal explorado pois os furos realizados em 1976 não atingiram o lençol contido no basalto. Como consequência, o fornecimento de água faz-se a partir da dessalinização da água do mar.
MAIO
Superfície: 269 km2
Ponto Culminante: 437 m
Pluviometria: Varia entre 120-180 mm/ano, o que corresponde a um volume de água de 36.596.000 m3, ou seja uma média de 143 l/m2. A média pluviométrica anual coloca a ilha em sexta posição, mas as suaves inclinações e a porosidade dos aluviões favorecem a infiltração da água e portanto a reposição dos lençóis freáticos.
Recursos Hídricos: Os recursos existem e são explorados por bombas solares. O aquífero é muito vulnerável pois é ameaçado pela intrusão de água do mar causada pela Bombagem.
SANTIAGO
Superfície: 991 km2
Ponto Culminante: 1392 m
É a maior ilha do arquipélago
Pluviometria: Muito atingida pela chuva acima de 600m, as precipitações praticamente inexistem entre 0 e 200 m. As precipitações chegam a 650 mm/ano sobre a Serra Malagueta e o Pico da Antónia e somente a 100 mm/ano a nível da capital. Sua superfície faz da ilha de Santiago o melhor impluvium do arquipélago pois ela capta 286.590.000 m3 por ano, ou seja 2891/m2.
Recursos Hídricos: As fortes incIinações do terreno da ilha favorecem o esgotamento rápido das águas das chuvas em direcção ao mar de modo que somente uma ínfima parte dos milhões de m3 da água das chuvas infiltra-se no solo. Os principais recursos hídricos situam-se nos aluviões das ribeiras e nas formações basálticas recentes que formam as "achadas".
Numerosos furos foram realizados e exploram os lençóis d'água subterrâneos. Numerosas fontes foram captadas, galerias, poços e diques permitiram a mobilização de uma grande parte das águas infiltradas. Apesar de volumoso, todo este trabalho não é suficiente para responder às crescentes necessidades da ilha e sobretudo da sua capital, Praia, cuja população é de 80.000 habitantes em 1998.
Para fazer frente às necessidades que não param de aumentar recorre-se desde há pouco tempo a dessalinização da água do mar para reforçar o fornecimento à capital.
FOGO
Superfície: 476 km2
Ponto Culminante: 2800 m
Pluviometria: É a ilha mais atingida pela chuva, entre 150-1150 mm/ano. A região Nordeste, compreendida entre 1000 e 1500 m de altitude, é a que mais recebe chuva, podendo receber até 1150 mm/ano; enquanto que o sector sudoeste, "sob o vento", recebe anualmente menos de 300 mm de chuva. 0 volume d'água correspondente é de 252.436.000 m3/ano, ou seja 523 l/m2.
Recursos hídricos: Há muito poucas fontes em altitude e elas têm um fraco caudal. Quase toda a água da chuva infiltrada corre no subsolo até o mar. As duas fontes principais (> 1000 m3/dia) situam-se na costa. Elas são exploradas para alimentar a ilha em água o que obriga a grandes bombagens para levar a água até às zonas habitadas. O vulcão de Fogo é um vulcão activo que pode alterar a qualidade das águas. Fizeram-se recentemente furos que se mostraram muito produtivos mas ainda não explorados na totalidade.
BRAVA
Superfície: 67 km2
Ponto Culminante: 976m
Pluviometria: Chove em média de 200-600 mm/ano, o que corresponde a 29.339.000 m3 ou 480 l/m2, fazendo da Brava a segunda ilha do arquipélago a receber mais chuva.
Recursos hídricos: Fontes pouco numerosas mas de grande caudal (500m3/dia) muito constantes. Elas são a principal fonte de fornecimento de água potável da ilha.
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